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PRIMEIROS SINTOMAS
CAL - Centro de Artes de Lisboa
R. santa Engrácia 12A, 1170-333 Lisboa

(+351) 915 078 572

E-mail: primeiros-sintomas@primeiros-sintomas.com

O ARRANCA CORAÇÕES

O ARRANCA CORAÇÕES

O ARRANCA CORAÇÕES

A partir de BORIS VIAN Encenação NUNO NUNES

 

21 a 28 MARÇO 

Todos os dias às 21h30 

Domingo 24 às 17h00

 

 

 

Dramaturgia e Encenação Nuno Nunes Conceção Plástica Patrícia Raposo Desenho de luz Cristóvão Cunha Música e desenho de som Nico Tricot Interpretação Ana Brandão, Emanuel Arada, Hugo Sovelas, Miguel Damião e Sofia Dias Produção executiva Diana Almeida Parcerias O Espaço do Tempo, Teatro O Bando, Act – Escola de Actores, Teatro da Terra, Primeiros Sintomas e Chão de Oliva Coprodução Propositário Azul, Fitei e São Luiz Teatro Municipal 

espetáculo financiado pela república portuguesa – ministério da cultura – direção geral das artes


 

Tiagomorto, psicanalista, é um homem sem passado que chega a uma casa onde Clémentine está prestes a dar à luz. Ajuda-a no parto de trigémeos e, a partir dali, torna-se hóspede daquela casa. Procurará à sua volta pessoas para psicanalisar e, desta forma, preencher o seu corpo duma matéria de vida que não tem, feita das memórias e do sofrimento dos outros. A aldeia é o microcosmos dum mundo às avessas. Nuno Nunes adapta o romance de Boris Vian ao teatro, procurando refletir aquilo que, nos nossos dias, identificamos como absurdo, brutal e excessivo e a que respondemos, na maioria das vezes, com indolência. Um espetáculo com música ao vivo, sobre a lucidez e contra a indiferença.

Este romance inquietante de 1953, como retrato anamórfico da realidade, testemunha a nossa eterna perplexidade perante a humanidade. Reflete um universo no limiar do inconsciente, feito de pulsões e de vertigem: é Boris Vian musical e irreverente, com o coração a saltar-lhe da boca, a falar-nos através dum homem sem paixões que precisa de assimilar a experiência dos outros para sentir-se existir; é suspense, ficção científica e onirismo negro, devassante; são os ecos de Jarry e de Arrabal, as marcas das grandes Guerras, a herança do futurismo e a emergência do absurdo; é ironia e derisão; é o amor que oprime; é a pergunta por Deus. E é o espelho de nós próprios, hoje, a viver no limiar do entendimento, a violência misturada nos nossos gestos ternos, a lavagem da nossa culpa e a eminência do esquecimento.

M/14

 

Bilhetes: 8€ (preço único)

Reservas: bol | 913258404 | arranca.propositario@gmail.com